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Se essa coisa de música não der certo, Ed Sheeran pode investir na carreira de diretor de coral. Várias vezes durante o show no Pageant Saturday Night, o cantor e compositor inglês dividiu a multidão em seções, dando a cada parte um pedaço da música. Conforme solicitado, seus fãs cantaram e gritaram suas letras para ele, adicionando diferentes harmonias e muitas vezes quase abafando a voz do próprio Sheeran. Quando ele pediu para gritar, eles gritaram. Quando pediu silêncio, obedeceram. Isso mostra um nível de confiança e de comando impressionante até mesmo para um artista veterano, quem dirá para um garoto que ainda não completou 22 anos de idade.

É claro que não há nenhuma razão para acreditar que Sheeran vai precisar de uma alternativa à seus shows em breve. Sua música ‘The A Team’, de seu álbum de estréia, ‘+’, foi nomeada como Música do Ano nos Grammy Awards semana que vem. A boyband One Direction também gravou várias faixas escritas por Sheeran e ele co-escreveu e cantou ‘Everything Has Changed’ com Taylor Swift no álbum ‘Red’. Ed também fará parte da tour homônima, abrindo os shows a partir de 18 de março no Scottrade Center.

Os ingressos para o Pageant esgotaram rápido. Apesar de outra cantora famosa estar na cidade na mesma noite que Ed, o local estava cheio de gente nova, especialmente mulheres. Algumas confirmaram que estavam lá desde as 3:30 da manhã do dia anterior.

Armado apenas com um microfone e violão (e alguns pedais que o permitem editar faixas ao vivo adicionando novos efeitos de som e voz à sua música e acompanhar à si mesmo), Sheeran cantou a maior parte das músicas de ‘+’, além de alguns covers muito bem escolhidos.

A música de abertura, ‘Give Me Love’, envolveu a multidão imediatamente; cantando com batidas de loop e subindo sob monitores para agitar a platéia, ele conduziu seu coral improvisado.

‘U.N.I’ mostrou sua capacidade de fazer músicas com letras rápidas e contagiantes. “Se você não sabe as palavras, crie as suas”, ele instruiu.

Mesmo com uma versão bastante depressiva da tradicional ‘Wayfaring Stranger’, Ed terminou a música sem microfone, ainda assim fazendo-se ouvir em todo o local. Seus esforços foram recebidos com gritos ensurdecedores.

Outros destaques incluíram um cover de Nina Simone, ‘Be My Husband’, muito bem construído e executado. Sheeran disse para seus fãs comprarem músicas online da diva do jazz quando estivessem em casa. ‘Kiss Me’ trouxe a participação especial de Foy Vance, que também abriu o show. Finalmente, Ed terminou seu setlist com ‘Lego House’, a cereja no bolo do show de pouco mais de uma hora.

O bis pedido pelos fãs incluiu o inesquecível hit ‘You Need Me, I Don’t Need You’, cuja batida se estendeu por mais de 15 minutos e contou com mais uma participação especial, a dupla de hip-hop britânica Rizzle Kicks. Sheeran fechou a segunda parte de sua apresentação com ‘The A Team’ – o drama de uma mulher sem teto viciada em crack – música que continua sendo uma das mais incomuns e mais comoventes da história.

Além do status de galã improvável, Sheeran tem talento de sobra – boas letras, boa musicalidade, um estilo de performance digno de muitos prêmios e é claro, a capacidade de lidar com o público como ninguém.

Fonte: St. Louis Post-Dispatch
Tradução e adaptação: Renata Marcon



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