ed galsees

Como o MDMA (ecstasy) e uma ambição incontrolável inspiraram o novo álbum da estrela britânica.

Em 2013, Ed Sheeran vendeu milhões de músicas, fez turnê pelos EUA com Taylor Swift e gravou a maior parte de seu segundo álbum, X (lançamento em 23 de junho). Em outubro, ele viajou para Ibiza e decidiu experimentar o ecstasy.

“Se eu algum dia iria experimentá-la, teria sido ali,”

Diz Sheeran, que estava comparecendo ao casamento de seu produtor, Jake Gosling. (Sheeran fez uma serenata para os noivos com “Stand by Me.”) Enquanto estava sob o efeito, recebeu uma mensagem do diretor Peter Jackson, pedindo-o para escrever uma música para o último filme do Hobbit.

“Eu pensei que a mensagem não era real, porque eu estava tipo, ‘Está tudo tão bom hoje?'”

Este foi outro momento surreal na vida do muito bem-educado cantor e uma das mais improváveis estrelas do pop. Sheeran, 23, cresceu na área rural de Suffolk, Inglaterra, e passou anos tocando em cafés e quebrando sofás antes de se lançar completamente ao redor do mundo com o álbum multiplatina de 2012, ‘+’, que estava cheio de folk pop sentimental, com uma pitada de toques eletrônicos sutis.

Ele já tocou nos Grammys com seu mentor Elton John (“Antes da câmera estar rolando, ele estava tipo, ‘Ed, essa é a pior hora para colocar seu p**** para fora.’ Ele consegue aliviar o estresse sendo um pouco inapropriado”), já bebeu margaritas com Paul McCartney e tocou em 66 shows com Swift, antes de esgotar três noites no Madison Square Garden.

“Ver o quanto isso cresceu é loucura,” ele diz, numa conferência na Atlantic Records em NY, logo após de retornar de L.A, onde tocou na festa do Oscar de Elton John.

“Eu sentei perto de Donatella Versace, o que foi algo bem diferente. Eu não tenho muito em comum com ela, mas ela pareceu ser bem legal.”

As paradas foram altas para X. Então, Sheeran escreveru mais de 120 músicas em 3 anos e gravou faixas com produtores como Rick Rubin, Pharrell Williams e Benny Blanco.

“Eu queria músicas puras, vindas do coração,” ele diz. “Quando você ouve aquela música da Kesha e do Pitbull, você sabe que é um hit, mas ela não faz você querer chorar, rir ou sentar num canto por 5 horas repetindo-a.”

Sheeran começou a trabalhar seriamente no álbum no verão passado, quando se mudou para uma casa em Venice, California, que pertenceu ao filho de George Harrison, Dhani. Inicialmente, Sheeran tinha grande dificuldade em se focar:

Eu sinto que todo mundo em L.A ama a adrenalina de um artista novo chegando, mas eu estava tomando tudo com uma pitada de sal, ele diz, e sorri enquanto relembra uma festa épica incluindo amigos como Swift, Ellie Goulding, Gavin DeGraw e Snow Patrol.Nós passamos o violão para cada um na roda e bebemos a noite toda. Foi demais.

Mas a cena de Hollywood se esvaiu rápido. Sheeran, que esteve nos E.U.A sem parar por oito meses, estava queimado e sentindo falta de casa. Ele costumava ir para um bar local chamado “The Brig”, onde ele pedia doses e mais doses de Fireball Cinnamon Whiskey.

O álbum que emergiu está cheio do que o Ed chama dele “músicas sobre arrependimentos de bêbados e quedas de certas coisas.” “Sing”, produzida por Pharrell, é sobre beber escondido numa festa formal, e o sabor de funky e R&B de “Don’t” é uma faixa comprida sobre um romance da vida real com outra cantora que deixou as coisas feias quando dormiu com um amigo próximo de Sheeran enquanto ele estava no mesmo hotel. Com letras como “Eu e ela fazemos dinheiro do mesmo jeito/Quatro cidades e dois aviões no mesmo dia,” Sheeran sabe de quem os fãs estão pensando.

“Não é sobre Taylor,” ele diz. “Taylor é uma daquelas pessoas que se você irrita e ela escreve sobre isso, não será uma boa notícia para você. Eu nunca namorei Taylor, mas namorei algumas cantoras.”

(Tabloides já o ligaram com Selena Gomez e Goulding.)

Sheeran tocou as músicas para Swift depois de escrevê-las.

Ela estava tipo, ‘Seja o que acontecer entre nós como amigos, eu nunca iria querer te irritar esse tanto’, ele diz. Swift também andou compartilhando sua música com Sheeran. É boa pra c***. Ela evoluiu muito.

Sheeran diminuiu a velocidade ultimamente, cortando o álcool completamente enquanto promove o álbum e se prepara para uma enorme turnê. “Esse é meu palco de trabalho,” diz. Ele pode, às vezes, soar como um artista empresário falando de estratégias e modos de venda (“MSG foi uma boa pegada para a indústria”, ele diz).

“Ele é uma das pessoas mais ambiciosas que já conheci, acho que ele vai conquistar o mundo todo.”

Diz Mike Rosenberg, também conhecido como Passenger, que também conheceu Sheeran desde que tinha mais ou menos 15 anos.

Sou mais técnico que as pessoas pensam, Sheeran admite.Quando disse que queria tocar no Madison Square Garden, muita gente disse que eu era maluco. E eu me assegurei de que ia conseguir. E quando disse que queria vender 4 milhões de álbuns e estávamos presos em 2 milhões e meio, eu fui para os E.U.A e fiz a turnê com a Taylor e me assegurei de que conseguiria.

Mesmo assim, Sheeran consegue ser um cara modesto que podia ainda estar em casa, tocando em cafés.

Às vezes eu sinto que esta não é minha vida, que estou vivendo a vida de outra pessoa indiretamente, disse. Eu sei que, em algum ponto, minha carreira não vai ter a mesma trajetória que tem agora, mas até eu chegar a ter filhos, eu sempre posso ser tipo ‘Olha, eu conheci esta pessoa, e farreei com esta pessoa. E eu me diverti o máximo possível’.

Fonte: Rolling Stone
Tradução e Adaptação: Ed Sheeran Brasil



comentários

Webstatus

Projetos

Agenda

Twitter

Facebook

Apoio

Afiliados