27.08
postado por: Renata Marcon

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Ed Sheeran ficou de pé, sozinho no palco, olhando para mais de 8 mil fãs que foram prestigiá-lo na noite da última terça-feira no SAP Center de San Jose. O cantor britânico (também compositor e músico), que fez 23 anos em fevereiro, pareceu maravilhado com a cena.

“Ainda estou bastante surpreso que tantas pessoas estão interessadas,” disse Sheeran, aproveitando para contar que ele ainda não havia feito muitos shows em arenas.

É melhor ele se acostumar, porque não parece que sua multidão de fãs irá deixar de acompanhá-lo no futuro.

Sheeran, que sem dúvida alguma, é um dos artistas mais comentados do ano. Seu disco lançado a poucos meses, Multiply, ganhou fama instantânea e o levou ao topo das paradas de muitos países, entre eles os Estados Unidos e sua terra natal, Reino Unido, onde “X” se manteve firme como álbum mais vendido por oito semanas.

Nada mal para um cara que perdeu o Grammy de novo artista ainda esse ano para Macklemore & Ryan Lewis. É claro, Sheeran se recuperou muito bem no último final de semana, ultrapassando Eminem, Pharrell Williams e outros artistas quando o vídeo de “Sing” ganhou o prêmio de melhor clipe masculino do ano nos MTV Video Music Awards.

Ainda, não são apenas as vendas e prêmios que estão levando Ed para o super estrelato. Ele sabe lidar muito bem com a atenção da mídia, aparecendo em vídeos do ice bucket challenge com Courteney Cox, passeando com Taylor Swift e escrevendo músicas para One Direction, sem esquecer é claro, da recente polêmica com Miley Cyrus.

Não há dúvidas que logo logo ele irá lotar outras grandes arenas.

O tamanho da platéia, no entanto, parece ser a única coisa que mudou nos shows de Sheeran. O show incrível feito por ele ontem se parece muito com o que vimos ano passado, para uma platéia de 2,300 pessoas, em São Francisco.

É claro que agora ele tem algumas telas gigantes atrás dele exibindo vídeos e um novo álbum para explorar, mas ele ainda lida com tudo da mesma maneira que antes.

“Meu trabalho é entreter vocês pelas próximas duas horas,” disse Sheeran, que falou basicamente a mesma coisa em Warfield. “Seu trabalho é se divertir”

Os dois lados manteram a promessa até o final. Haviam 8,500 fãs no local, mas as vozes pareciam vir de 85 mil pessoas assim que Ed começou a tocar “I’m a Mess”. A audiência em sua maioria jovem e feminina, cantou junto com o ruivo enquanto ele escolhia outras faixas de seu repertório, como “Lego House” e “Drunk” (de seu primeiro álbum, Plus)

Sheeran sempre se apresenta sozinho, prendendo a atenção de todos com sua voz versátil, habilidade com o violão, bom humor e um pouco de tecnologia do século 21. Conforme as músicas passam, Ed faz uso de um loop-pedal onde grava e reproduz sua própria voz, além do violão, criando repetições que fazem a vez de backing vocals e outros músicos. É confuso de explicar, mas parece que estamos diante de uma banda completa, não apenas um cantor.

Ed guardou o melhor para o final, encerrando a apresentação com uma maratona que incluiu “You Need Me, I Don’t Need You”, antes de atingir o ponto alto com “Gold Rush” e então entregando o clássico “The A Team” e o novo hit “Sing.”

Fonte: Mercury News (Jim Harrington)
Tradução e adaptação: Ed Sheeran Brasil

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