23.09
postado por: Natália Martins

review x

Alguém poderia ser perdoado por fazer a suposição de que o segundo álbum de Ed Sheeran não se afastaria muito do seu álbum de estréia, +.

Seu primeiro álbum foi uma experimentada e testada versão de seus EPs lançados anteriormente, que brilhavam com uma forte composição de músicas e performances brilhantes. Aqui esta um crescente artista solo com talento sem limites.

Embora muito do X pode ser visto como uma prorrogação de sua estréia, o álbum encontra Sheeran em um lugar muito diferente do que o encontramos em três anos.  O jeito que Ed canta é mais profundo e a produção mais nítida, e o álbum tem um som mais pop (devido ao aparecimento do artista Pharrell Williams).

Sheeran ainda escreve o que ele sabe melhor, as serenatas sensíveis, com seu trabalho complexos no violão e ritmos brilhantes. Mas seus contos de rupturas e problemas do coração evoluíram e liricamente Sheeran é agora um dos melhores da região.

A honestidade e decência é o tema-chave em todo X. Tal como confissões, ele não vêm mais franco que em  ‘I’m A Mess’, onde qualquer simpatia foi desmontada que Sheeran procura por uma “doce rendição”.  ‘Thinking Out Loud’, é uma canção de amor blues clássica com linhas sentimentais e apaixonadamente cantadas como “Me abrace com seus braços de amor/Beije-me sob a luz de mil estrelas”, que criam a aura de profunda felicidade imaculada.

Photograph‘ tem a paixão e execução de muitos, uma balada pop épica; que o cantor chegou a dizer que seria a faixa do álbum mais provável de “mudar seu trajeto de carreira”. As brincadeiras bêbadas do single ‘Sing‘, que liderou as paradas do Reino Unido, vê Sheeran tentar a sorte convidando uma mulher para jantar. Tem a participação de Pharrell Williams com a produção e cria uma fatia ao estilo de rádio R&B. No entanto, o uso de R&B não necessariamente funciona em ‘The Man‘, que está do lado maçante.

Ao contrário de antes, Sheeran exibe ressentimento, animosidade e desejo sexual no X. Essas emoções espontâneas aparecem em ‘Don’t‘, combinando uma batida cativante de palmas com letras honestas sobre uma infiel, onde uma narrativa divulga detalhes de uma passageira aventura que deu errado sendo revelada. Sheeran certamente desenvolveu uma abordagem mais confessional de sua de composição. Assim como Taylor Swift ou velha escola Fleetwood Mac, existe uma melhor terapia do que escrever singles realmente bem-sucedidos sobre os ex-parceiros?

Um dos pontos altos do X é a faixa mais pessoal de Sheeran, ‘Afire Love‘, um clímax apropriado para o álbum. A canção elegantemente trabalhada com um coro conclui que o álbum não é apenas um sing-a-long, mas também tem uma letra que questiona a vida e deixa o ouvinte desejando um final feliz. A narrativa conta sobre o avô do cantor com Alzheimer é acompanhada pelo amor heróico que este tinha pela sua avó. É uma canção de tristeza e fé, e é uma comovente homenagem apropriada.

O X é realmente um ótimo álbum e um dos melhores lançamentos de 2014. A fórmula de Sheeran de arranjos modestos, acompanhada por letras de cortar o coração, podem ser semelhante ao +, mas afinal, por que consertar o que não está quebrado? Sheeran teve, no entanto, que aprender com seu trabalho anterior. O desempenho vocal de Sheeran está em sua melhor forma, utilizando de tudo, desde um cru e apaixonado som a um mais delicado, mas não menos intimidante e absolutamente cativante.

Grandes produtores como Pharrell Williams e Rick Rubin trouxeram para este álbum um som polido e mais acessível a um público mais amplo. E as baladas no X são provavelmente o seu forte, contudo, visando as emoções dos românticos de todo o mundo.

Assim como no +, há canções de amor; há histórias de remorso e raiva e há músicas que não se encaixam muito bem; mas Sheeran cresceu como artista, como cantor e como compositor e multiplicar certamente mostra esta progressão de apenas um mais. Sheeran conhece seu público e que sua habilidade atual em escrever; mas onde ele nos leva a seguir é como iremos saber chamá-lo verdadeiramente de um grande artista do nosso tempo.

Fonte: The London Economic
Tradução e Adaptação: Ed Sheeran Brasil

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