01.05
postado por: Mariana Martins
Entrevista de Ed Sheeran para a revista QUEM

Ed Sheeran está no auge da carreira musical. Prova disso, é que o cantor conseguiu esgotar três datas de sua turnê, a Multiply Tour, no Brasil – duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro -, lugar que ele visita pela primeira vez. Cheio de hits sustentados apenas por voz e violão, o britânico enfrentou um público diferente e bem intenso do que está acostumado.

Antes de sua segunda apresentação no País, o britânico recebeu a equipe de QUEM para um bate-papo e esclareceu a fama de não gostar de barulho durante suas performances. “Tem uma diferença entre barulho e desrespeito. Os gritos demonstram que eles são intensos e desrespeito é não escutar e conversar (durante as apresentações).”

SHOW EM SP

Ele, que se apresentou no Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira (30), no HSBC Arena, revelou sua ansiedade para conhecer o Cristo Redentor. “Eu quero ser um turista”, disse ao deixar claro que São Paulo também é uma cidade interessante. O cantor, inclusive, conhece mais do Brasil do que imaginamos. O seu filme favorito, por exemplo, é Cidade de Deus, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, em 2004.

Durante a entrevista, Ed falou ainda sobre a surpresa em se tornar um artista de fama internacional, contou sobre o processo de gravação do próximo álbum – que está no estágio inicial – e revelou se já partiu o coração de alguém. Leia abaixo:

QUEM: Você é conhecido por não gostar de barulho durante os shows e os fãs brasileiros são bem intensos. É isso mesmo?
ED SHEERAN: Eu gosto de público barulhento. Se eu entrar em um lugar que a plateia é intensa, eu ajusto o meu setlist de acordo com o clima. Gosto de saber a situação que vou entrar. Por exemplo, eu sei que o público brasileiro é mais eufórico, vibrante e que eles vão cantar junto. Então, tem uma diferença entre barulho e desrespeito. Os gritos demonstram que eles são intensos e desrespeito é não escutar e conversar (durante as apresentações).

QUEM: Os seus fãs brasileiros são diferentes?
ES: Sim. Eu diria que a América do Sul é mais vibrante, – o Brasil é o mais de todos.

QUEM: Antes de vir para cá, você sabia algo sobre o Brasil?
ES: Claro. Futebol (risos). Assisti a alguns filmes… Cidade de Deus é um dos meus filmes favoritos. Cidade dos Homens (a série de TV) também. Adoro a comida. A carne é ótima. E tem uma bebida, que é muito boa, a caipirinha.

QUEM: E depois de passar alguns dias por aqui, o que você achou?
ES: Eu adorei. Estou ansioso para conhecer o Rio de Janeiro porque vou ter a oportunidade de conhecer o Cristo Redentor. São Paulo está para o Brasil, como Londres está para a Inglaterra. Já o Rio me parece ser um lugar aonde os turistas iriam. Então quero ser um turista, mas tive a chance de aproveitar São Paulo como ser humano.

QUEM: Vamos voltar para o início da sua jornada. Qual era o seu maior sonho?
ES: Tocar para muitas pessoas, mas não tantas pessoas. Eu não esperava estar aqui.

QUEM: Você não tinha essa ambição de ser um astro internacional?
ES: Não. Até as portas se abrirem não. E elas estavam sempre fechadas. Desde que abriram, aproveitei e fiz tudo o que pude para crescer como artista, mas antes disso eu estava perfeitamente feliz fazendo as minhas coisas.

QUEM: Quando foi a primeira vez que você percebeu que tudo havia mudado?
ES: Teve um festival de música no Reino Unido, que havia mais de 10 mil pessoas, e eu estava aquecendo no backstage e vi todo mundo entrando. Na hora pensei: Tem alguma coisa acontecendo. Então toquei algumas canções e o público todo sabia as letras. Foi quando percebi que as coisas estavam mudando.

QUEM: Quão romântico você é?
ES: Não sei. Acho que é melhor perguntar para as pessoas que eu namorei.

QUEM: Você canta músicas sobre corações partidos, mas em algum ponto da sua vida você já quebrou o coração de alguma garota?
ES: Já. Acho que na vida você parte o coração de alguém e tem o coração partido, também. Faz parte da natureza humana. A não ser que você dê muito azar e seja sempre a pessoa a sofrer. Acho que é uma troca. Acontece com todos nós.

QUEM: Do que mais você tem orgulho?
ES: Tenho orgulho dos amigos que mantenho à minha volta.

QUEM: O que está faltando na sua vida?
ES: Tem muita coisa faltando. Mas são coisas que ainda não preciso. Não preciso de mulher e filhos, mas eu quero, por exemplo. Esse tipo de coisa que não preciso ainda, mesmo.

QUEM: Você pode dar detalhes sobre o seu próximo álbum? Alguma parceria com John Mayer?
ES: Não sei. Poderia ser legal. Estou nos primeiros estágios. Estou chegando lá.

QUEM: Já que você é tão próximo da One Direction, o que você acha da saída do Zayn Malik do grupo?
ES: Acho que não tem motivos para você continuar um trabalho que já não gosta -e ele não estava mais curtindo. Ser feliz é mais importante, e acho que seria egoísta das pessoas pensarem que o Zayn deveria continuar só para deixá-las contentes. Ele precisa ser feliz.

Fonte: Revista QUEM

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